05.06.11

Mudança organizacional e seus agentes

  • Equipe de projetos

O processo de consultoria tem se mostrado muito eficaz na promoção da aprendizagem e mudança organizacional. Isto porque exerce um papel de indução independente da rotina e tem neutralidade para a moderação e cobrança. Percebe-se que estes são pontos chave para o cumprimento do planejamento e a manutenção do foco no resultado.

 

Tais benefícios são reforçadores dos esforços internos para alcançar os resultados almejados. Porém a mudança organizacional é de fato concretizada pelas pessoas da própria organização e, consequentemente, é completamente influenciada por elas. Desta forma existem algumas pessoas, da empresa contratante, que exercem papeis primordiais nos processos de consultoria: o patrocinador, o contraparte e os multiplicadores. O sucesso do projeto, a promoção da aprendizagem e da mudança são diretamente proporcionais a seleção correta e ao envolvimento destes agentes.

 

Todo projeto precisa de um patrocinador. A sua função e de viabilizar os recursos financeiros e não financeiros, liderar o processo e transmitir o senso de importância e prioridade necessário. Para tal, o envolvimento dele nas principais etapas do projeto é primordial. O reforço e reconhecimento constante para as ações e resultados obtidos pela equipe, faz com que o projeto seja valorizado e percebido como importante.

 

O contraparte é o intermediador entre a consultoria e os colaboradores da organização. Ele é o ‘dono’ do projeto e tem a função de direcionar todas as atividades necessárias para os envolvidos. É o responsável por acompanhar e apoiar a equipe em todas as atividades, comunicar o projeto e os resultados, envolver a todos inclusive os gestores. O contraparte deve ter compromisso com o resultado e, junto com a consultoria, tomar todas as ações necessárias para atingi-lo. Por isso o contraparte exerce um papel de suma importância, pois a sua habilidade de persuasão e o seu comprometimento são determinantes para a mobilização dos colaboradores.

 

Já os multiplicadores são os colaboradores diretamente envolvidos nas atividades do projeto. Eles têm a função de representar as áreas envolvidas, receber as informações e conhecimentos e dissemina-los para os demais. Distribuem as atividades do projeto para que todos participem e sejam concluídas com menor esforço. Devem estar em contato direto com os colaboradores, identificar as oportunidades de melhoria e aprendizados, e compartilhar com a equipe de multiplicadores e com a contraparte.

 

O fator critico de sucesso na promoção das mudanças é o envolvimento e a adesão das pessoas. E na sua organização, os agentes da mudança têm desempenhado estes papeis?

 

Gabriela Lobo Veiga





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26.05.11 Estratégia

O marketing e as redes sociais

  • Redes sociais

Apesar de ser imprescindível nas organizações de hoje, o marketing ainda é considerado muito recente se comparado a outras áreas de estudo, como por exemplo a financeira. Originado na primeira metade do século XX, sobre o contexto da primeira revolução industrial, o marketing era centrado em apenas um fator: o produto. Nesta fase corria pelo mundo a célebre frase de Henry Ford, “O cliente pode pedir o carro da cor que deseja, contanto que seja preto”. Os consumidores eram fatores secundários nas organizações, vistos apenas como uma massa com necessidades físicas. Esta era de foco no produto foi nomeada de Marketing 1.0.

 

Veio então a segunda grande era do marketing, a 2.0, com a constatação de que clientes não eram mais fatores secundários de atuação, e sim primários, vistos como consumidores inteligentes e dotados de coração. Com o início da era da informação em meados de 80 e 90, criaram-se produtos para satisfazer única e completamente as necessidades da sociedade. Há também a participação estratégica do marketing na organização, não mais como departamento auxiliar, mas sim como um dos principais.

 

Segundo Kotler, enquanto a era 1.0 foi marcada pelo foco no produto e a era 2.0 pelo foco no cliente. Surge então a era 3.0 chega com um novo conceito-chave: a proposição de valor funcional, emocional e espiritual. Portanto, as organizações não visam unicamente o lucro, e sim fazer do mundo um lugar melhor.

 

Com essa nova visão do marketing e a disseminação das redes sociais, estudos recentes nos mostram que os consumidores passaram a confiar muito mais em si mesmos e nos outros do que em especialistas e empresas. Ou seja, em alguns casos os clientes confiam muito mais em comunidades na internet sobre as experiências com determinado produto, do que em um vendedor especialmente treinado para vendê-lo. Este simples fato valida o poder das redes em construir ou destruir a credibilidade de uma marca.

 

Um exemplo forte sobre este tipo de atuação é o Twitter. Algumas pessoas céticas quanto ao seu poder de disseminação, não vêem utilidade em um microblog onde pessoas falam sobre o seu dia-a-dia. Porém, pessoas-chave que detenham não o maior número de seguidores, mas sim os seguidores-chave, podem com facilidade lançar tendências, comentários e propaganda seja ela positiva e negativa.

 

Personalidades como por exemplo o ator Ashton Kutcher (6 milhões de seguidores) são os mais famosos exemplos de pessoas-chave dentro do microblog. Caso o Sr. Kutcher não goste de determinada marca e tornar esse pensamento público pelo twitter, 6 milhões de pessoas saberão em segundos.

 

Enfim, gostando ou não, as mídias digitais coletivas não podem mais ser esquecidas e muito menos represadas. E então, quem é o seu cliente-chave?

 

Danilo da Cunha Canova





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18.05.11 Qualidade

Equipes autogerenciáveis

  • Equipes autônomas

Os novos mercados com ambientes altamente competitivos, as novas exigências sociais e econômicas de pós-guerra levaram a indústria a rever seu modus operandi na busca de melhores resultados. Charles Chaplin marcou uma época e tornou visível ao mundo uma dura realidade: o trabalhador realizando a mesma tarefa, como se fossem, homem e máquina, um elemento só. Porém, chegou um momento em que se reconhece que o trabalhador é um ser pensante e quanto mais bem aproveitado for esta inteligência, maiores e melhores serão os resultados.

A partir de então, o trabalho em grupo passa a ser considerada parte da estratégia das organizações para responder ao crescente aumento das demandas por qualidade e produtividade, combinadas com flexibilidade e inovação.  Os nomes mais conhecidos para esta aplicação são: EAG, que significa equipe auto gerenciável, ou ESA e GSA, que significam equipes ou grupos semiautônomos.  

A implantação dessa estratégia envolve um processo de mudança cultural e do desenho organizacional. Essencialmente é emponderar os colaboradores, dando a eles mais autonomia e responsabilidade na gestão dos resultados e do dia-a-dia da área. Eles se tornam responsáveis por gerir diretamente os problemas relacionados aos custos, prazos, qualidade e outras questões relevantes do trabalho. Essa condição é principalmente conquistada a partir da aquisição de conhecimentos.  À medida que as equipes ficam mais autônomas no âmbito da produção e exercem a autogestão, atribui-se novas responsabilidades ao grupo, aumentando conseqüentemente o grau de autonomia dos integrantes.

O trabalho em grupo tem como uma de suas principais vantagens o aumento da velocidade de ação e reação. Ele encurta os fluxos de circulação de informações, descentraliza a tomada de decisão para colocá-la mais próxima da linha de produção. Outro benefício da introdução dessa forma de organização do trabalho é de aumentar o comprometimento, motivação, flexibilidade e responsabilidade dos componentes dos grupos. Com esta aplicação se faz possível de romper com o legado da alienação deixado pela excessiva divisão de tarefas.

A abordagem de equipes torna as companhias mais flexíveis e ágeis no ambiente global e competitivo. Esse tipo de organização do trabalho é uma excelente “arma competitiva”.

E sua empresa já está realizando essa mudança cultural?

 

Autor: Equipe Gestão Inteligente

Luciana Gaspar





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06.05.11 Estratégia

O que é design?

  • Design como diferencial

Em um mundo em que quase tudo esta virando commodities, irá se destacar aquele que inovar e diferenciar o seu produto ou serviço. Um dos caminhos para esta diferenciação é a aplicação do design nos problemas, produtos e processos. Porém, ainda muitas vezes o design é visto pelas pessoas apenas como um serviço decorativo, talvez por confundirem arte, design e decoração. Esta confusão se aprofunda no meio empresarial por que alguns utilizam a palavra arte para se referir apenas a um layout desenvolvido, ou arte final. Com esse pensamento, é comum vermos empresas contratarem pessoas que saibam utilizar os softwares de edição e criação para deixar seus materiais mais bonitos. Ou pior, pensar que sua empresa não precisa “deixar as coisas mais belas”.


Aqui então cabe uma pequena reflexão sobre a arte, o belo e o design. Segundo Rodin, “a arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza...é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam.” O belo, segungo Platão, é identificado com o bem, com a verdade e a perfeição. O que confere a perfeição e a beleza a uma obra é a sua proporção, simetria, ordem, isto é, uma justa medida. Paul Rand, designer da marca da IBM, disse que “o design é uma disciplina que soluciona problemas”, logo o ponto de partida para qualquer trabalho de design deve ser um problema. Ele está situado entre a ciência e a arte, pois como a ciência, busca soluções e resultados, mas partindo das pessoas e com o pensamento criativo e inovador da arte. Buscando nem sempre a solução perfeita, mas a solução que funcione melhor nas condições dadas.


Quando qualquer produto de design (físico ou não) é visto  a primeira coisa que chama a atenção é o seu visual. O que está por trás de tudo isso muitas vezes nem é percebido pelo público: que este objeto ou processo é o resultado de um processo de pensamento que leva em consideração as necessidades do usuário e a função que o produto tem que cumprir. O designer projeta direcionado por especificações técnicas e para atingir um público alvo particular, focando na experiência do usuário. É importante que o designer participe desde o inicio do desenvolvimento de projetos. Dessa maneira é possível contribuir de forma mais efetiva em materiais e produtos, participando de todas as etapas do desenvolvimento desde o começo e não somente para embelezar o material no final do processo, fazendo trabalho operacional.

 

O que se percebe em muitos produtos e serviços é a falta de design. Isto é materializado quando o usuário ou o cliente se frusta e tem dificuldades de realizar algumas tarefas. Exemplos:

Um funcionário de uma empresa precisa ir a um setor X e não consegue achá-lo. Problema de falta de sinalização ou sinalização ruim.

Alguém compra um brinquedo para o filho que precisa ser montado mas não consegue montar. Problema de clareza no manual.

Não encontrar uma função no celular. O problema pode ser usabilidade, posição dos botões ou organização do menu.

 

Hoje vendemos mais do que produtos e serviços, vendemos experiências. Neste contexto então o design agregado, de forma multidisciplinar, nos ajudará trazendo soluções para tornar a vida mais fácil, mais bonita e experencial! Como o design pode auxiliar a sua empresa?

 

Danielle Daledone

 





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