03.05.11

O Papel do gestor

  • Gestor ou chefe?

O papel do gestor

É comum encontrarmos nas organizações gestores imersos em atividades do dia-a-dia e que não exercem o seu papel de liderança. Isto acontece por vários fatores, porém o principal motivo é que uma boa parte dos gestores foi promovida por terem sido excelentes na realização de suas atividades. Por este motivo não conseguem priorizar as atividades de gestão diante daquelas rotineiras ou não tem habilidade para exercê-las.

 

O gestor tem três papéis fundamentais que deveriam ser a essência do seu trabalho: Desenvolver pessoas, dar o exemplo e fazer melhorias para aumentar os resultados positivos.

 

Um dos fatores primordiais para a obtenção de resultados excelentes é fazê-los a partir de uma equipe excelente. Isto só pode ser obtido através do desenvolvimento de pessoas. Então conhecer a equipe e identificar as fortalezas e fragilidades de cada um é fundamental. Existe uma linha tênue para identificar aquilo que pode ser desenvolvido individualmente e aquilo para o qual a pessoa não tem aptidão. John Maxwell coloca que exigir aquilo que a pessoa não pode entregar leva à frustação. Tom Peters corrobora tal necessidade com uma colocação em sua palestra em uma das edições do Fórum Mundial de Gestão, promovido pela HSM. Ele exemplifica que um gerente contábil não precisa ser o melhor contador, mas precisa identificar os melhores contadores.

 

Outro ponto primordial é que a equipe dá importância e se envolve naquilo que é medido e valorizado pelo líder. Por isso ser exemplo é um dos papéis fundamentais dos gestores. A reunião mais importante é aquela na qual o gestor está presente. O processo interno efetivamente implementado é aquele plenamente respeitado pelo gestor. A mudança organizacional prioritária é aquela estimulada pelo gestor. Os valores primordiais são aqueles reforçados pelas atitudes do gestor.

 

Em terceiro lugar, o gestor tem que promover melhorias na sua área. A concorrência é cada vez maior e a tendência é que seja crescente. Diante deste contexto, as organizações que mudarem com mais velocidade que os concorrentes são as que vão se destacar. Por isso a aqueles que não melhorarem continuamente e não inovarem estão fadados a sair do mercado. É papel do gestor incitar a melhoria e a inovação tornar-se parte do dia-a-dia.

 

O conceito de crescimento da carreira em Y veio para proporcionar a possibilidade de ascensão às pessoas que são excelentes tecnicamente, mas que não tem habilidade de gestão. Temos que quebrar o paradigma de que o reconhecimento só vem por meio de cargos de gestão, para não correr o risco de minar o desenvolvimento da equipe devido à nomeação de gestores com pouca habilidade nos três fatores primordiais citados neste texto.

 

Cabe ao gestor identificar se as pessoas que se destacam são lideres e possíveis sucessores ou são excelentes tecnicamente. E na sua organização os gestores conhecem as pessoas?

 

Gabriela Lobo Veiga

 





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27.04.11 Estratégia

Preço alvo ou custo alvo?

  • Qual é o seu alvo?

No século passado eram as empresas que faziam o preço de suas mercadorias e serviços, e o faziam da seguinte forma: custos totais + margem desejada = preço de venda. Neste período as margens eram elevadas, a concorrência era baixa e não atuávamos em mercados globais. Com isso os fornecedores detinham um poder maior que o consumidor. Porém o mundo mudou e ficou global, o número de concorrentes se multiplica a dia, a competição se acirrou e ficou mais veloz. Então agora quem determina o preço, ou seja, o quanto quer pagar, é o cliente!

 

Diante deste cenário a equação para formação do preço se inverteu, e agora é: preço que o cliente ou mercado quer pagar – margem possível = custo alvo. Para garantir que o custo alvo seja atingido e alcancemos a margem desejada, precisamos de eficiência operacional e financeira.

 

Eficiência operacional significa basicamente o JIT – Just in Time, ou seja, produzir na hora certa, na quantidade certa, no local certo e da forma correta. Isto só é possível se tivermos: pessoas certas (treinadas e comprometidas) e máquinas, equipamentos e insumos disponíveis e sem perdas. Então inovar, eliminar as perdas do processo e buscar qualidade de classe mundial é condição básica de jogo.

 

Quando falamos de eficiência financeira precisamos basicamente de três elementos: comprar bem insumos e periféricos, ter planejamento tributário-fiscal e controle financeiro e de custos. Isto significa: buscar fornecedores globalmente, que ofereçam os melhores produtos e com as melhores condições de fornecimento. Estar atualizado, fazer planejamento e buscar o máximo de incentivos tributários e fiscais. Fazer orçamento de receitas e despesas e controla-lo de forma austera, ter metodologia de custeio e controlar de forma a reduzir ou eliminar custos incessantemente.

 

É claro que temos organizações monopolistas que podem manter a lógica do século passado. Temos também, aquelas que adotam estas práticas descoladas da estratégia e de forma isolada.  Porém, o maior erro ainda é não controlar os custos, margens e preços, e não levar em conta o mercado e o cliente neste gerenciamento.

 

As empresas que não estão se desenvolvendo neste novo conceito ficarão fora da competição rapidamente. E na sua organização, qual é a forma de gerenciamento de margens, custos e preços?

 

Aurélio Martinski

 


Data: 06.07.11
Nome: Karina
Mensagem: Olá Aurélio, esse texto abriu minha visão, os assuntos aqui comentados são objetivos, claros e muito informativos! Parabéns.



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18.04.11 Qualidade

Foco no cliente

  • Foco no cliente ou em qualquer coisa?

Quem que nunca teve alguma indisposição na compra de um produto ou serviço? Tamanho o descaso, muitas vezes, precisamos lembrar a pessoa que nos atende que nós é que somos o cliente. A maioria das organizações acredita ter foco no cliente, porém desconhecem o real sentido deste princípio.  Para avaliar se a sua empresa tem, realmente, esta preocupação observe os oito princípios de gestão da qualidade: foco no cliente, liderança, envolvimento das pessoas, abordagem por processo, abordagem sistêmica para a gestão, melhoria contínua, abordagem factual para a tomada de decisões e benefícios mútuos nas relações com os fornecedores.

 

Os princípios apresentados são interdependentes, ou seja, não é possível uma empresa possuir foco no cliente se não possuir todos os outros também. Então vamos descrevê-los de maneira prática. Quando falamos em liderança não falamos mais em líder herói, aquele resolve tudo sozinho. Falamos agora de uma liderança descentralizada e compartilhada, não necessariamente hierárquica. Sabemos que a empresa cresce até o tamanho da cabeça de seus líderes e quanto mais centralizadores forem eles menor será a capacidade de crescimento da empresa. Estes devem conseguir o envolvimento das pessoas e que, conforme comprovado em pesquisas de antes da metade do século passado, estas são muito mais produtivas quando são envolvidas. Elas hoje são o principal ativo e diferencial de qualquer empresa, já que o acesso a todos os tipos de tecnologias é global. A muito tempo deixamos de ser mão-de-obra e nos tornamos mente-de-obra, precisamos otimizar esta capacidade permitindo a participação ativa de todos. As pessoas só se envolverão se perceberem um significado no que fazem, para isto é necessário mapear os processos e deixar claro o objetivo de cada atividade.

 

Podemos dizer que todas as organizações possuem entrada de bens intermediários, transformação e saída de produtos ou serviços. Então é comum a todas a abordagem por processos, o que facilita o nivelamento e a comparação entre as organizações, e proporciona também resultados mais eficazes. Como Isac Newton constatou toda ação possui uma reação, desta forma nenhuma decisão tomada ou atividade executada pela organização possuíra uma repercussão isolada. Portanto devemos fazer abordagem sistêmica de gestão, analisando todos os possíveis reflexos das decisões tomadas pela empresa. Todos os processos da empresa são interconectados e que são estas relações é que produzem o produto ou serviço.

 

Como não existem processos, produtos e serviços perfeitos, estes devem ter melhoria contínua. Conceitualmente falando a melhoria passo-a-passo é chamada de Kaizen e a melhoria de ruptura (inovação) é chamada de Kaikaku. Para que a empresa mantenha um crescimento sustentável deve estar fundamentado nas duas vertentes. Todas as ações de melhoria e gestão devem estar baseadas em fatos e dados, chamada de abordagem factual para tomada de decisão, caso contrário é “achismo” o que geralmente nos leva ao erro. E por último as relações com os fornecedores devem ser “ganha-ganha” e o maior beneficiário será o cliente final.  Para que seja atingido este objetivo é necessário conhecermos os nossos clientes e saber quais são as suas necessidades atuais e futuras, explícitas e implícitas.

 

Percebemos que a maioria das empresas acreditam que seu maior problema é vendas, porém, na realidade não um problema e sim uma conseqüência da falta de planejamento com base nos princípios apresentados. Para que a organização demonstre que realmente possui este atributo é imprescindível que as necessidades do cliente estejam claras para toda organização e os planos, processos e estratégias estejam orientados para a promoção do encantamento e a conseqüente fidelização. As empresas que visam o foco no cliente devem usar tecnologias, ferramentas, técnicas, métodos e medidas de qualidade e produtividade para planejar, desenvolver, projetar, controlar, avaliar e melhorar produtos e serviços. E na sua empresa como esta a aplicação destes princípios?

Autor: Equipe Gestão Inteligente


Data: 19.04.11
Nome: Alexandre Domakowski
Mensagem: Perfeito esse texto num dia em que a AREZZO consegue manchar sua marca não levando em conta ouvir antes o cliente. Exemplo de como as redes sociais conseguem em poucas horas negativar fortemente uma atitude não planejada corretamente. http://www.facebook.com/arezzo.oficial



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23.03.11 Notícias

Em casa de ferreiro, espeto de ferro!

  • Jorge Gerdau e Rafael Fayet, da GI, na cerimônia em Brasília
A Gestão Inteligente, no último dia 22/03, participou do 8° Reconhecimento e Premiação Nacional às Micro e Pequenas Empresas, que homenageou as micro e pequenas empresas com destaque em gestão de todo o país. A GI, que foi vencedora na categoria serviços no Paraná, e as outras 129 empresas vencedoras da etapa estadual foram homenageadas pela organização do MPE Brasil.

Para receber este destaque as candidatas são avaliadas pela qualidade da gestão e a capacidade empreendedora do empresário, por meio da utilização do questionário de autoavaliação, com base no Modelo de Excelência da Gestão (MEG).
                       
Esta edição bateu recorde de inscrições, com mais de 99 mil candidatas em todo o país. Esta iniciativa é uma parceria do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Sebrae, Gerdau e da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Os gestores do Prêmio dos estados do Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Roraima, Tocantins e Santa Catarina foram reconhecidos pelos seguintes aspectos: maior crescimento de candidatas em relação ao ciclo 2009, maior número de empresas finalistas na etapa nacional, maior número de empresas inscritas em números absolutos, maior número de candidatas em relação ao total de MPEs do estado, maior número de empresas inscritas em relação ao universo de MPEs do seu estado e maior número de empresas candidatas em números absolutos.
 
A Gestão Inteligente persegue diariamente a excelência, pois acredita  que só é possível multiplicar aquilo que se pratica genuinamente. Para a GI, em casa de ferreiro o espeto tem que ser de ferro!
                      
Para conhecer mais sobre o Prêmio MPE Brasil acesse: http://www.mbc.org.br/mpe/






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