10.11.14 Estratégia

O desafio da Excelência Empresarial

É sabido que todas as iniciativas empresariais enfrentam desafios de diversas facetas, que se iniciam no ambiente em que se instalam, caracterizado por uma complexidade crescente, impondo aos gestores a eficaz execução de práticas adequadas, de acordo com a sua proposta de valor e que de fato atendam aos compromissos assumidos junto aos clientes e mercado.

Neste sentido, cabe aos empreendedores, seus parceiros e demais stakeholders envolvidos em sua cadeia de valor, o seu preparo diário, procurando conhecer os efeitos de sua atuação, calibrando as operações de negócio à luz dos feedbacks recebidos e, a partir deste diagnóstico, forjando a sua performance ao adotar ações corretivas e preventivas, com transparência na comunicação, usando as várias mídias e canais pertinentes, pautando-se em uma conduta empresarial ética.

Além destes aspectos, cumpre lembrar que o mundo dinâmico e em constante transformação gera alterações nas expectativas e necessidades das pessoas, dando oportunidade aos líderes empresariais de abraçar em caráter definitivo a instigante busca da melhoria contínua da gestão, que lhes possibilitaum aprendizado, base para aprimorar seus processos e inovar, podendo assim concentrar todas as forças da empresa num alinhamento sistêmico, ensejando uma atuação exemplar e a consequente fidelização dos seus clientes.

Os que assim o fizerem, tenderão a ganhar mais e mais credibilidade no mercado, com impactos positivos em sua imagem,viabilizando a longevidade e perenização do negócio.

Tais reflexões nos reportam aos primórdios da Gestão pela Qualidade Total ou TQM – Total Quality Management, quando inspiradas pelos gurus da qualidade, as empresas saíram em busca de modelos de gerenciamento da qualidade e portanto melhores desempenhos nos seus processos, lançando mão das diversas ferramentas gerenciais da qualidade, com vistas a encantar seus clientes, a partir de sua satisfação com os produtos e serviços ofertados.

Dando sequência ao tema, nos cabe apontar uma iniciativa introduzida pela criação, em 1991, pelaFundação Nacional da Qualidade (FNQ), com o objetivo de mobilizar as organizações brasileiras para trilharem o caminho da excelência da gestão, com a disseminação do Modelo de Excelência da Gestão (MEG), composto de oito Critérios de Excelência, a saber: Liderança, Estratégias e Planos, Clientes, Sociedade, Informações e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados. Para tanto, a estratégia adotada foi a criação do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), com o objetivo de reconhecer o desempenho das organizações de todos os portes e ramos de atuação que tem participado como candidatas nos seus ciclos anuais, bem como nos demais prêmios estaduais vinculados.

A estrutura do MEG permite implantar, analisar, avaliar, melhorar e inovar nas práticas inerentes aos treze Fundamentos da Excelência, apresentados no quadro a seguir, que, sendo executadas adequada e permanentemente, permitem às empresas que as adotam, conquistar um novo patamar de desempenho, gerando empregos e riquezas.

Os Treze Fundamentos da Excelência constituem padrões culturais presentes nas empresas de classe mundial identificados em seus processos gerenciais e desempenho:

1. Pensamento Sistêmico

2. Atuação em Rede

3. Aprendizado Organizacional

4. Inovação

5. Agilidade

6. Liderança Transformadora

7. Olhar para o Futuro

8. Conhecimento sobre Clientes e Mercados

9. Responsabilidade Social

10. Valorização das Pessoas e da Cultura

11. Decisões Fundamentadas

12. Orientação por Processos

13. Geração de Valor

 

Considerando os modelos de gestão e demais instrumentos utilizados para organizar, estruturar e inserir a empresa numa trajetória de sucesso, cabe salientar alguns pontos fundamentais:

Para começar, é indispensável a presença da liderança, desde a decisão estratégica de buscar o êxito empresarial, sonho de todos os empreendedores, com o estabelecimento de objetivos empresariais, seguindo-se a etapa de sensibilização de todos os envolvidos na atuação da empresa, para que todos sejam mobilizados no esforço incondicional de produzir com qualidade. Segue-se a definição de uma estrutura organizacional compatível com as metas propostas, que criará condições para que as pessoas tenham seu perfil esculpido para executarem com maestria e primor as suas atividades, começando com o líder número um, exemplo a ser seguido, até o nível mais básico da força de trabalho, que muitas vezes é o primeiro elo com o cliente. Por este prisma, de seu desempenho depende o sucesso do negócio, com a devida capacitação, autonomia e delegação, mediante uma relação ganha-ganha, essencial para as verdadeiras parcerias e cumplicidade que criam condições para a realização da missão da empresa.

É, portanto, fator relevante a ser destacado no papel da liderança, a consciência obstinada de que a excelência empresarial é um sonho possível de ser continuamente materializado, com a imprescindível agregação de valor nas suas operações, considerado o combustível para o seu êxito e crescimento.

Um desafio bastante inspirador, que envolve todos aqueles que valorizam a busca da qualidade da gestão, num mercado sempreávido por experiências inesquecíveis na utilização de produtos e serviços, sem dúvida, é a efetivaçãode um posicionamento da sociedade como um todo, em prol da mobilização das organizações de modo que mantenham o foco em práticas congruentes com o modelo de negócio, mas que também atendam as premissas da sustentabilidade,  assegurando que as gerações atuais e futuras tenham acesso aos recursos que lhes permitam atingir e manter sua qualidade de vida.

 

Adm. Luciana Hoshiguti Grandizoli

 

Referências:

FALCONI, Vicente. O Verdadeiro Poder. INDG, 2009.

Fundação Nacional da Qualidade, Critérios de Excelência, 20ª. Edição, São Paulo, 2013;

MOLLER, Claus. O Lado Humano da Qualidade. Maximizando a qualidade de produtos e serviços através do desenvolvimento das pessoas. São Paulo, Pioneira, 1997;

SENGE, Peter. A Quinta Disciplina. Best Seller, 1990

SHIBA, S.; GRAHAM, A.; WALDEN, D. TQM: Quatro Revoluções na Gestão da Qualidade: Ed. Bookman, 1997.





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21.07.14 Dica de Leitura

Você já ouviu falar nos chamados Mapas Mentais?

A dica de hoje relaciona-se indiretamente com os desafios da tarefa de gerenciar, já que pode nos ajudar a melhorar nossas atividades de planejamento, nossas sessões de pensamento criativo e nossa capacidade de aprendizagem.

Você já ouviu falar nos chamados Mapas Mentais? Trata-se de um conceito sugerido por Tony Buzan, após uma série de estudos sobre o funcionamento de nosso cérebro.

Em seu best seller “Use sua mente”, o autor explora, dentre outras ideias, a seguinte questão: como funciona nosso processo de aprendizado e nossa memorização?

 

Tony Buzan explica que após cerca de 2 horas de estudo a nossa capacidade de memorização cai exponencialmente, então sugere que façamos uma pausa de aproximadamente 10 minutos a cada 2 horas. Isso vale também para quando estamos ensinando outras pessoas, como em aulas, palestras ou capacitações.

Não pensamos de maneira cartesiana, linear. Nosso pensamento se assemelha mais a uma grande coleção de redes de associações, as quais o autor denomina “Mapas Mentais”.

Nossa capacidade de memorização está diretamente ligada a como associamos as coisas. Então, por exemplo, se quiséssemos memorizar uma sequencia de números, poderíamos associar cada número a um bicho. Nossa capacidade de memorização seria mais efetiva porque lembraríamos com mais facilidade dos bichos, pois eles acionam experiências que já vivemos relacionadas a bichos e nossas experiências associam-se às nossas emoções. Como lembramos com mais facilidade dos bichos, lembraríamos com mais facilidade dos números associados a eles. É por isso que quando usamos no processo de aprendizagem elementos que mexem com as nossas emoções ou que relacionem os conceitos à nossa vivência, nossa capacidade de memorização e aprendizagem se tornam mais efetivas. Também para melhorar a nossa capacidade de aprendizagem, o autor sugere que comecemos a criar mapas mentais, associando ideias, conceitos, figuras etc. Quer saber mais sobre os mapas mentais? Então aproveite a nossa dica de leitura!

 

Por falar em mapas mentais..

Que tal começar a criar seus próprios mapas mentais?

O software XMind  (http://www.xmind.net/download/win/) oferece um leque de possibilidades para criar mapas mentais que é realmente impressionante! Permite inserir ideias, conceitos, ações (realmente qualquer “coisa”) e associa-las a outras ideias, conceitos etc. Podemos arrastar uma “coisa” de um lugar para outro, podemos criar relações de hierarquia. Podemos destacar ideias e associar ícones a elas. Podemos criar tabelas, organogramas e até fluxogramas. O software é especialmente útil para criar listas de coisas a fazer, registrar tempestades de ideias, planejar projetos e organizar conceitos. Enfim, só usando mesmo para saber!

 

Willian Giordani da Silveira





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08.05.14

Você quer evoluir? Saiba se você anda tendo a atitude correta para isso

Eis um grande paradoxo da vida que, se pararmos para pensar a respeito, pode nos trazer lições valiosas: muitas pessoas desejam mudar as situações de sua vida e evoluir, seja no âmbito pessoal ou profissional, mas dificilmente querem se automodificar.

Isso reflete uma característica comportamental conhecida como lócus de controle externo. Pessoas com essa característica, quando se deparam com problemas, dificuldades ou fracassos, costumam atribuir a responsabilidade desses acontecimentos a uma série de fatores externos que influenciam na ocorrência do problema, esquecendo-se de olhar para o próprio "umbigo" e pensar em como as suas próprias ações contribuíram para a ocorrência do problema.

Desse modo, culpam as outras pessoas ou os outros setores da empresa, a falta de sorte, a sociedade, o governo, a economia, enfim! Concluem que a solução consiste em mudar esses fatores. No entanto, como mudar algo sobre o qual não temos governabilidade; não temos poder para agir? Como mudar outras pessoas? Como mudar a sociedade? Como mudar a economia?

Quando percebem que as possibilidades de mudar fatores externos são pequenas, muitas vezes essas pessoas começam a aceitar as dificuldades como sendo problemas "sem solução", pois a culpa é do outro, o qual não está disposto a mudar. Ou então, encaram essas situações como “falta de sorte”. De qualquer modo, se desanimam, correndo o risco, com o tempo, de se tornar em pessoas pessimistas. Desse modo, não conseguem evoluir como gostariam. E como bem sabemos, os problemas ocorrem em todos os aspectos de nossas vidas!

Mas não pense que essa característica é exclusiva para um determinado grupo de pessoas. Na verdade, trata-se mais de um estado de disposição das pessoas que se modifica de acordo com a situação, do que de um traço de personalidade. É normal tomarmos a postura de lócus de controle externo sem nem percebermos. Ocorre que é mais fácil identificarmos "defeitos" nos outros do que lidar com a decepção de descobrir nossas próprias limitações. Portanto, a maioria de nós age assim com bastante frequência ao se deparar com os mais diversos tipos de problemas. Coloque-se à prova e responda para você mesmo: como você age quando alguém lhe critica? Você fica se defendendo e contra-ataca o outro ou reflete sobre a situação? E como você age diante de dificuldades? Encara-as como problemas ou como desafios? Diante de um problema você se coloca como uma vítima, um espectador, ou como um protagonista que possui o poder de ação nas mãos?

O importante é entendermos que sempre temos o que melhorar, partindo de nós mesmos. Essa forma de pensar, inclusive, pode contribuir para nos tornarmos pessoas mais otimistas. Sempre temos como evoluir! Ter lócus de controle interno é aceitar que possuímos “defeitos” e que podemos evoluir; é refletir – e refletir é uma atitude que se compara a se olhar no espelho! Sempre temos como refletir acerca de nossas próprias ações e aprender com isso. E ao aprender a como agir para melhorar, evoluímos. Portanto, se você deseja que sua vida melhore, comece acreditando que você é o principal responsável pelo caminho da sua vida. Ninguém age com lócus interno ou externo o tempo todo. A questão é perceber-se e refletir nos momentos-chave. O truque para agir com lócus interno está em compreender que sempre há fatores que estão fora do seu controle e sempre há fatores que você pode mudar. Procure identificar esses fatores e não deixe os fatores externos impactarem a sua mente. Concentre-se nas coisas que você pode controlar!

Esse artigo não poderia terminar sem um pequeno desafio. Pense e responda para você mesmo: como você age diante dos acontecimentos de sua vida? Você se posiciona com lócus interno ou externo?

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Após resolver o desafio, fica a dica de leitura da metáfora do prego:

http://www.decidaviver.com.br/2013/11/metafora-prego/

 

Willian Giordani





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17.04.14 Dica de Leitura

Domine a arte de fazer as coisas acontecerem!

Todos nós temos coisas a fazer.  Temos desejos, objetivos, compromissos! A não realização dessas coisas nos leva a um estado de stress. Para piorar, a cada hora, dia ou semana, surgem novas demandas de coisas a fazer em nossa “caixa de entrada”, não é verdade?

Uma boa dica de leitura nesse sentido é o livro “A arte de fazer acontecer”. Trata-se de um best seller mundial com diversos insights que o auxiliarão a ter mais energia e menos stress para realizar muito mais coisas com muito menos esforço, seja no campo profissional ou no campo pessoal.

 

Uma das premissas básicas do autor David Allen, é que devemos liberar a nossa memória RAM, fazendo analogia com um computador. Isto é, devemos liberar a nossa memória de curto prazo para as atividades criativas, as atividades que demandam raciocínio, ao invés de lotá-la com lembretes de coisas a fazer. Tirar as coisas da cabeça e coloca-las em algum tipo de sistema (seja em papel ou computador) é uma prática que deixará a mente mais relaxada. Consequentemente, nos sentiremos menos estressados!

 

Perceba, no entanto, que criar um sistema de coisas a fazer não é tarefa simples, já que a todo momento nos aparecem novas demandas profissionais e pessoais. É por essa razão que o autor oferece diversas dicas sobre como tomar as decisões e sugere um procedimento chamado GTD, do inglês “Getting Thins Done”, o qual cada pessoa poderá adaptar para o seu contexto particular! Fica a dica!

 

Willian Giordani





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